Casa no Caramão da Ajuda, Lisboa

O Bairro do Caramão da Ajuda, em Lisboa, foi construído entre 1940 e 1945 na encosta da Ajuda virada para o Tejo, acima do bairro do Restelo.

A par de outros bairros sociais em Lisboa, como Caselas, foi desenhado para representar pequenas aldeias que proporcionavam, em estilo de adaptação, um tipo de vida semelhante ao que estavam habituadas as classes sociais mais baixas que os ocuparam na data da sua construção.

Este bairro é caracterizado por moradias em banda de dois pisos com cerca de 40m2 cada e dois quintais. Um na frente, mais pequeno, e outro nas traseiras, que representa, na sua maioria, uma boa parte de cada parcela.

Caracterizadas por espaços muito pequenos e compartimentados o principal desafio destas casas é a adaptação a uma vivência contemporânea e à necessidade de espaços amplos com mais relação com o exterior.

O projecto foi desenvolvido com base num principio de organização da casa de forma hierárquica, por pisos. Cada piso corresponde a determinado programa para que as áreas sejam aproveitadas ao máximo, gerando espaços com qualidade. Respeitando a morfologia do bairro e o alçado principal característico, o projecto adapta a construção existente a uma moradia contemporânea.

A organização e distribuição dos espaços foi feita com base na privacidade e no aproveitamento do jardim para os espaços sociais da casa. A intervenção é feita principalmente a tardoz com a adição de um volume com 3 pisos, que aumenta a área da casa para mais do dobro.

No piso térreo, de entrada em casa, fica a sala de estar, sala de jantar e cozinha, num espaço amplo e de continuidade com o jardim.

No piso em cave uma casa de banho e um escritório aberto para um pátio e no piso superior os quartos e uma casa de banho também abertos sobre um pátio.

A abertura de pátios, estrategicamente colocados na casa, garante as áreas legalmente exigidas, uma boa iluminação e privacidade dos sempre próximos e simpáticos vizinhos.

Localização Lisboa
Data 2015
Área de Construção 140m2
Colaboradores Pedro Serra
Fotografia Francisco Nogueira